Postado em 30 de Agosto de 2018 às 10h30

Jovem que aprendeu tocar clarineta na OJNM, embarca em turnê pela Europa com a Orquestra Juvenil da Bahia

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Orquestra Nova Mutum - MT No próximo dia 02 de setembro, a Orquestra Juvenil da Bahia, embarca para uma turnê pela Europa, fazendo parte deste grupo, está o jovem clarinetista, Luiz Pedro Conrado dos Santos, de 23 anos, mais...

No próximo dia 02 de setembro, a Orquestra Juvenil da Bahia, embarca para uma turnê pela Europa, fazendo parte deste grupo, está o jovem clarinetista, Luiz Pedro Conrado dos Santos, de 23 anos, mais um fruto do nosso projeto social. Foi na Escola de Música Orquestra Jovem de Nova Mutum, que Luiz conheceu e aprendeu a tocar o instrumento que lhe abriu um caminho de incríveis experiências e oportunidades.

A primeira experiência musical, foi aos nove anos de idade, em uma oficina de flauta doce. Aos quinze, entrou em um projeto municipal decidido a fazer informática, mas a música falou mais alto, e ingressou na oficina de violão e posteriormente o teclado. Mas foi aos 17 anos que ele decidiu aprofundar nos estudos musicais e ingressou na Escola de Música. “O meu propósito até então era aprender o trompete e poder tocar nas bandas de "marchinhas", estudei por alguns meses, entretanto tive que trocar novamente de instrumento devido ao aparelho ortodôntico. Foi quando precisei escolher entre violino, violoncelo ou uma clarineta. Ouvi e pesquisei os dois primeiros, mas quando de longe, ouvi o som da clarineta, não houve dúvida, a clarineta tinha que ser o instrumento que fizesse parte de minha vida”, recorda.

No projeto compartilhou experiências com a primeira geração de músicos da escola onde teve um bom auxílio em teoria e solfejo. Mas a vontade de estudar só aumentava. Foi para Cuiabá e participou de oficinas com professores renomados, abrindo oportunidades. “Participei de uma oficina com o professor, Luis Afonso, de São Paulo, e foi através dos seus conselhos, que o elo entre eu e a música se fixaram. Fui convidado para participar de um festival de música que ocorre no interior de Minas Gerais, e desde então continuei a fazer viagens à capital paulista e a outros estados para vê-lo e participar de eventos que a comunidade clarinetística organizava. Felizmente nestes eventos eu tinha contato e fiz aulas com os principais clarinetistas do Brasil e do mundo”, conta.

NEOJIBA

Dois anos depois o clarinetista passou em uma audição para uma das orquestras do projeto NEOJIBA (Nucleos Estaduais de orquestras Juvenis e Infantis da Bahia), e teve uma semana para organizar tudo e se mudar para a Bahia. “É de grande valor lembrar que toda a comunidade mutuense elaborou uma linda campanha para que eu tivesse condições financeiras de me manter os primeiros meses, e sou muito grato por isso”, lembra com gratidão.

Fazendo parte do NEOJIBA Luiz passou por experiências marcantes e pode crescer ainda mais profissionalmente. “O programa é um espaço incrível, porque ele não é só daqui, e sim do mundo. O contato com músicos estrangeiros é frequente, a necessidade de estar atento às múltiplas linguagens também, as próprias propostas e oportunidades que o programa oferece sempre são vantajosas”, descreve o projeto.

Agora Luiz se prepara para dos maiores desafios de sua carreira. Na próxima semana, viaja em turnê com a Orquestra Juvenil da Bahia, por três países da Europa, Itália, Suíça e França. “Com a graça de Deus e um período intenso de preparação fui aprovado para uma das vagas na orquestra e desde então temos ensaiado com muita dedicação e entrega pessoal. Tenho certeza que será uma experiência transcendental”.

De família humilde, o clarinetista tem como base e acredita em valores como a humildade e a gratidão ao almejar seu futuro na música. “Acredito que o futuro é construído a cada vez que nos 'desconstruímos', isto é, quando deixamos de lado toda maldade e ambição que nossa natureza humana de sobrevivência construiu ao longo dos tempos e nos abrirmos para o novo e o que é diferente. São tempos difíceis, a falta de compreensão e de empatia têm nos afetado muito e me parece que o segredo de muita coisa é sempre lembrar e respeitar as origens, de onde viemos e quem nos ajudou para sermos o que somos. A música, foi e ainda é acima de uma arte, uma oportunidade de edificação pessoal. Eu realmente espero poder mostrar essa coisa boa que ela tem às futuras gerações, e cada vez mais ter a oportunidade de me expressar através do instrumento que toco”, finaliza.

Por Poliana Chaves
ASCOM - OJNM


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